Todos os posts de Dra. Suzana Vieira

Sou graduada pela Faculdade de Medicina da UFPE e completei minha formação na USP nas Residência Médicas (Clínica e Endocrinologia) e Doutorado. Atualmente, atendo como Endocrinologista em consultório particular (presencial e online) e sou Professora de Medicina na Uni9 Mauá

Do metabolismo da vitamina D ao tratamento nas deficiências de suas diversas formas

Revisto em 03/01/2026

O termo vitamina D (calciferol) se refere a dois compostos: vitamina D2 (ergocalciferol) e D3 (colecalciferol).

A vitamina D3 é produzida pela pele quando seu precursor, o 7-dehidrocolesterol ou pró-D3, sofre ação dos raios ultravioletas B, seja pelo sol ou artificial. A pré-vitamina D se transforma espontaneamente em vitamina D3 (colecalciferol).

Após ser produzida pela pele, a vitamina D3 passa por uma reação no fígado onde recebe a primeira hidroxilação formando a 25(OH)D3 25hidroxivitaina D ou calcidiol (também conhecido por calcifediol). A 25(OH)D3 é representa a reserva de vitamina D no organismo, é a forma mais comumente dosada nos exames laboratoriais.

O calcifediol ficou disponível comercialmente após o colecalciferol. O calcidiol aparenta ter melhor absorção intestinal que o colealciferol. Enquanto o colecalciferol oral é transportado por quilomícrons e atinge a circulação sanguínea pela via linfática, o calcidiol é transportado diretamente para a corrente sanguínea geral através da veia porta. Estas diferenças explicam o pico mais rápido e mais elevado dos níveis plasmáticos de calcifediol em comparação com o colecalciferol após ingestão oral.

Nos casos de má absorção intestinal, seja ou não por cirurgia bariátrica, o calcifediol parece ser superior ao colecalciferol. Lembrando que para pacientes com obesidade e pós cirurgia bariátrica, usamos altas doses de vitamina D quando repomos a deficiência desta vitamina.

Uma segunda reação acontece no rim, quando a 25(OH)D recebe mais uma hidroxila para se transformar na sua forma ativa: a 1,25(OH)2D3, 1,25 di-hidroxivitamina D ou calcitriol, ou ser na forma inativa 24,25(OH)2D.

Metabolismo da vitamina D

Além da exposição solar, a vitamina D pode ser obtida pela ingestão de alimentos de origem animal, principalmente peixes gordurosos de água fria como atum e salmão. Outra fonte dietética de vitamina D é o ergosterol (vitamina D2), proveniente de alimentos vegetais, em especial fungos.

Figura 1. Metabolismo da vitamina D. Modificado de ref 4.

No metabolismo da vitamina D, quando qualquer um dos processos está deficiente, como a baixa exposição aos raios ultravioletas, doenças do fígado ou doenças do rim, resulta em diminuição da ação da vitamina D e consequente alteração nas concentrações de cálcio e fósforo no sangue, fundamentais para:
– Processos metabólicos
– Saúde óssea
– Função neuromuscular

Além da pele, fígado e rim, uma outra glândula, a paratiroide, atua no metabolismo do cálcio e fósforo pela produção do paratormônio (PTH). As paratiroides estão anatomicamente juntas à glândula tiroide, mas têm sua função é totalmente diferente: o PTH produzido por elas estimula a transformação do 25(OH)D para 1,25(OH)2D.

Figura 2. Ação da vitamina D e PTH

Níveis baixos de 1,25(OH)2D (calcitriol) decorrentes da deficiência de vitamina D ou doença renal podem aumentar os níveis de PTH, levando a uma maior reabsorção de cálcio nos ossos para manter os níveis normais no sangue, condição denominada hiperparatiroidismo.

Como na maioria das vezes, a deficiência de vitamina D é devida à produção insuficiente pela pele, a reposição de colecalciferol pode ser necessária para restaurar os níveis de vitamina D.

Nos casos de doença renal, como não há transformação da vitamina D em sua forma ativa, ou também nos casos de deficiência do PTH (hipoparatireoidismo), a forma ativa da vitamina D (calcitriol) deve ser administrada.

A deficiência da vitamina D têm função bem definida no metabolismo do cálcio e ósseo. Quadro de deficiência ou resistência à ação da vitamina D podem levar a quadro de baixos níveis de cálcio, causando defeitos na mineralização de cartilagem e ossos, doenças conhecidas respectivamente como raquitismo e osteomalácia.

Muito se tem discutido se a vitamina D teria outros efeitos na prevenção de diversos tipos de câncer, doenças cardiovasculares e autoimunes, ainda com resultados controversos na literatura científica, podendo ser não a causa, mas a consequência dessas doenças.

Até fim de fevereiro de 2023, cerca e 3800 artigos de revisão foram publicados no Pubmed. Desses, destaco da Nature Reviews que tem como pontos princiapais (1):

  • A suplementação de cálcio e vitamina D pode curar raquitismo nutricional e pode diminuir de forma modesta o risco de fraturas maiores em idosos com deficiência de vitamina D ou pouca ingesta de cálcio.
  • Grandes trabalhos que suplementaram a vitamina D em adultos (valores de 250HD > 20ng/mL) não mostraram melhora na incidência de câncer, eventos cardiovasculares ou diabetes tipo 2 e nenhum benefício em termos de densidade mineral óssea e risco de quedas.
  • Análise post-hoc de grandes estudos de suplementação de vitamina D sugerem a suplementação de vitamina D retarda de forma modesta a perda óssea relacionada à idade e a progressão para diabetes tipo 2 e melhora a função pulmonar.
  • Uma metanálise sugere que a suplementação de vitamina D resulta em pequena redução da mortalidade por câncer.
  • Mais de 60 estudos mendelianos que examinaram a relação causal entre baixos níveis vitamina D geneticamente determinados e desfechos de saude; a maioria desses estudos tiveram efeitos nulos, exceto quatro estudos que demostraram um aumento de risco de esclerose múltipla
  • Em conclusão, suplementar vitamina D em pacientes sem deficiência não adiciona benefícios à saúde geral, entretanto, a correção em pacientes com deficiência de vitamina D grave permanece essencial.

Outro ponto controverso e ainda sem resposta definitiva é a quantidade de exposição solar que é segura para os casos de deficiência de vitamina D sem que haja aumento do risco de câncer de pele.

Enquanto não há respostas para tais questões, os níveis de vitamina D devem ser avaliados em pacientes de risco para fraturas, principalmente em pacientes com osteoporose ou condições que levem ao risco de fratura óssea. A reposição de vitamina D deve ser individualizada.

Referências

  1. Bouillon R, Manousaki D, Rosen C, Trajanoska K, Rivadeneira F, Richards JB. The health effects of vitamin D supplementation: evidence from human studies. Nat Rev Endocrinol. 2022 Feb;18(2):96-110. doi: 10.1038/s41574-021-00593-z. Epub 2021 Nov 23. PMID: 34815552; PMCID: PMC8609267
  2. Bouillon R, Marcocci C, Carmeliet G, Bikle D, White JH, Dawson-Hughes B, Lips P, Munns CF, Lazaretti-Castro M, Giustina A, Bilezikian J. Skeletal and Extraskeletal Actions of Vitamin D: Current Evidence and Outstanding Questions. Endocr Rev. 2019 Aug 1;40(4):1109-1151. doi: 10.1210/er.2018-00126. PMID: 30321335; PMCID: PMC6626501.
  3. Recomendações da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) para o diagnóstico e tratamento da hipovitaminose D. https://doi.org/10.1590/0004-2730000003388
  4. Jodar E, Campusano C, de Jongh RT, Holick MF. Calcifediol: a review of its pharmacological characteristics and clinical use in correcting vitamin D deficiency. Eur J Nutr. 2023 Jun;62(4):1579-1597. doi: 10.1007/s00394-023-03103-1. Epub 2023 Mar 2. PMID: 36862209; PMCID: PMC9979899.

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Diabulimia: estratégia perigosa para emagrecer

O que é diabulimia?

O termo “diabulimia” é uma condição que ocorre em pacientes portadores de diabetes tipo 1 que deliberadamente diminuem sua dose de insulina com a intenção de perder peso. Embora ainda não totalmente reconhecido como uma transtorno alimentar clássico, tem sido uma tendência atual por conta da preocupação excessiva com a imagem corporal, maneira que a pessoa percebe seu corpo. A busca do corpo perfeito tem sido uma preocupação da sociedade atual e influencia no desencadeamento dos transtornos alimentares.

Novas medicações orais aprovadas para diabetes tipo 2 conhecidas como gliflozinas estão sendo utilizadas para perda de peso e controle do diabetes. Quando há diminuição da dose de insulina concomitante, como nos pacientes com diabulimia,  há o risco de desenvolvimento de uma complicação chamada cetoacidose euglicêmica, que pode ser de difícil diagnóstico e potencialmente fatal.

Mulheres com diabetes tipo 1 tem duas vezes mais risco de desenvolver transtornos alimentares que mulheres da mesma idade sem diabetes. Estima-se que os transtornos alimentares afetam cerca de 20% das mulheres com diabetes e duas vezes mais prováveis de acontecer em adolescentes do sexo feminino quando comparados a adolescentes sem diabetes. Há uma associação importante com depressão.

Quando suspeitar de diabulimia?

– Aumento inexplicado na HbA1c
– Repetidos episódios de cetoacidose diabética, uma condição que pode ser fatal
– Preocupação extrema com o peso e forma do corpo
– Mudanças no padrão alimentar
– Padrões não usuais de atividade física intensa (às vezes associada à episódios de hipoglicemia frequentes)

Quais são os riscos dos transtornos alimentares para quem tem diabetes?

-Elevação do HbA1c e consequentemente maior risco de complicações
-Maior risco de hospitalização
-Mais episódios de cetoacidose diabética
-Maior risco de infecções

O tratamento dessa condição deve envolver uma equipe multidisciplinar, com aconselhamento nutricional, piscicoterapia e suporte médico.

Baseado em http://www.joslin.org/…/Eating_Disorders_Diabulimia_in_Type…

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Avaliação do controle glicêmico no diabetes: além da hemoglobina glicada

A avaliação da controle do diabetes pode ser realizado através de glicemia capilar, proteínas glicadas e mais recentemetente da avaliação da glicose intersticial. 

Proteínas glicadas

A glicação (ligação da glicose sem ajuda de enzimas)  pode acontecer em várias outras moléculas em qualquer parte do corpo. No diabetes, esse processo é exacerbado pelas altas concentrações de glicose no sangue.

Para avaliar o grau de glicação no organismo, o exame mais utilizado e reconhecido é a hemoglobina glicada. O termo “hemoglobina glicada” (A1C) representa a ligação da glicose a uma parte da hemoglobina, proteína presente nas hemácias (células vermelhas do sangue), e reflete o grau de glicação a outros tecidos, principalmente naqueles em que a glicose tem livre acesso (olho, rim, nervos, vasos). É aquele exame de sangue que os médicos pedem a cada 3 meses para ver o controle do diabetes. 

O aumento dos níveis de A1c foram relacionados ao aumento do risco de complicações do diabetes e é o exame utilizado principalmente para avaliar o controle e recentemente foi incluído também para diagnóstico do diabetes, com suas limitações e críticas. O valor proposto para diagnóstico é a A1c ≥6,5%, já os valores para avaliar o controle, pode variar de 6,5 a 8,5% dependendo da faixa etária, presença de complicações crônicas, risco de hipoglicemia etc., devendo ser o alvo definido de forma individualizada.

Metas de hemoglobina glicada e glicemias ao longo do dia

 

DM1 ou DM2

Idoso saudável

Idoso comprometido

Idoso muito comprometido

Crianças e adolescentes*

HbA1c%

<7,0

<7,5

<8,5

Evitar sintomas de hipo ou hiperglicemia

<7,0

Glicemia de jejum e pré-refeição (mg/dL)

80-130

80-130

90-150

100-180

70-130

Glicemia 2h pós-refeição (mg/dL)

<180

<180

<180

 

<180

Glicemia ao deitar (mg/dL)

90-150

90-150

100-180

110-200

90-150

O valor de HbA1c <6,5% pode ser considerada em casos selecionados.

Nas crianças e adolescentes, a meta de <7,5% pode ser considerada nos seguintes casos:

– hipoglicemia assintomática ou incapacidade de perceber hipoglicemia;

– hipoglicemia grave;

– falta de acesso aos análogos de insulina ou de sistemas de liberação de insulina mais moderno;

– impossibilidade de monitorizar a glicose de forma mais frequente ou contínua.

Se o idoso é saudável, frágil ou muito comprometido, o médico que está acompanhando é que vai analisar.

No diabetes, ao se iniciar um tratamento (medicamentoso ou não) para diminuir os níveis de glicose no sangue, o esperado é que haja uma diminuição do processo de glicação como um todo, e que é monitorado pela queda da A1C. Como a glicose se liga de uma forma irreversível à hemoglobina, a diminuição da porcentagem da glicação é vista apenas à medida em que as células vermelhas são destruídas. A vida média de uma hemácia é de 90 a 120 dias, o que quer dizer que se houver normalização dos níveis de glicemia, apenas haverá normalização da quantidade de A1c depois que todas as hemácias forem substituídas por novas que não sofreram maior glicação.

Da mesma forma que a hemoglobina, outras proteínas do sangue terão maior quantidade de glicose combinada a elas quando o diabetes está descompensado. O exame de frutosamina leva em consideração esse princípio e representa a glicação das proteínas do sangue em geral, mas principalmente da albumina, cuja vida media é de 2 a 3 semanas.

Outros exames no sangue

Outro exame mais recente disponível é o 1,5 anidroglucitol (1,5-AG), também conhecido como 1-deoxiglicose, que avalia as variações de glicemia nas últimas 24h a 72h. A dosagem é feita no sangue, sendo inversamente proporcional à glicemia, isto é, quanto mais baixo, melhor o controle glicêmico (Fig 1).

hemoglobina glicada

A partir desse conhecimento, esses exames podem ser  utilizados na prática clínica para avaliar se uma tratamento (intervenção) dependendo do tempo que se quer reavaliar. Esses exames são feitos em laboratório a partir do sangue.

É importante lembrar que a relação do aumento da frutosamina com as complicações do diabetes não foi diretamente estudada, e sua solicitação geralmente é recomendada apenas quando há problemas na interpretação da A1c por alterações na estrutura ou condições que alterem os níveis de hemoglobina, como anemias e doença renal crônica.

Glicemia capilar

A glicemia capilar é indispensável para os pacientes que usam insulina. As medidas realizadas  pelas próprias pessoas com diabetes (automonitorização glicêmica – AMG). As avaliações da automonitorização podem ser realizadas em curtos períodos de tempo, e os métodos mais utilizados são a glicemia capilar (pequenos vasos diminutos como fios de cabelo) ou “ponta de dedo” (local onde se obtem a gota de sangue).  É importante destacar que os resultados da automonitorização servem para o ajuste de insulina e para que os próprios pacientes tome decisões frente a um resultado alterado. 

Glicose intersticial

Aqui não falamos de “glicemia” pois este termo se refere à glicose no sangue. A glicose intersticial é a glicose do líquido que está entre as células. A medida dessa glicose é feita pelos dispositivos de  monitorização continua da glicose (Fig 2). Programas de computador e aplicativos estão disponíveis para avaliar os dados da automonitorização e os dados podem ser compartilhados com a equipe multidisciplinar  em tempo real.

No exemplo abaixo de um gráfico de monitorização contínua de glicose, apesar da glicada estimada ser de 6,5%, que estaria no alvo para a maioria das pessoas com diabetes, o paciente em questão apresenta vários episódios de  hipoglicemia assintomática e tempo considerável abaixo do alvo previamente determinado seria prioridade para o ajuste da dose de insulina.

Gráfico mostrando o tempo no alvo. No exemplo em questão, o tempo no alvo foi de 88% com 2% de hipoglicemia (intervalo entre 70 -180mg/dL)

A partir de 2017, se começou a falar em tempo no alvo, do inglês time in range (TIR).  Esse novo parâmetro determina porcentagens aceitáveis de valores abaixo, acima e dentro do intervalo de 70 – 180 mg/dL. 

Em 2019, a Sociedade Brasileira de Diabetes chancelou o Consenso de Tempo no alvo, que determina: 

Como recomendação para a maioria dos pacientes com DM1 e DM2 ficaram estabelecidos, como indicadores de um bom controle glicêmico:

  • > 70% do tempo no alvo entre 70-180mg/dL (3.9-10.0 mmol/L)
  • < 4% do tempo < 70 mg/dL (< 3.9 mmol/L)
  • < 1% do tempo < 54 mg/dL (< 3.0 mmol/L)
  • < 25% do tempo > 180 mg/dL (> 10.0 mmol/L)
  • < 5% do tempo > 250 mg/dL (> 13.9 mmol/L)

Para pacientes fragilizados e com risco maior de hipoglicemia:

  • > 50% do tempo no alvo entre 70-180 mg/dL (3.9-10.0 mmol/L)
  • < 1% do tempo < 70 mg/dL (< 3.9 mmol/L)
  • < 10% do tempo > 250 mg/dL (> 13.9 mmol/L)

Para gestantes:

  • > 70% do tempo entre no alvo entre 63-140 mg/dL (3.5-7.8 mmol/L)
  • < 4% do tempo < 63 mg/dL (< 3.5 mmol/L)
  • < 1% do tempo entre < 54 mg/dL (< 3.0 mmol/L)
  • < 25% do tempo acima de > 140 mg/dL (>7.8 mmol/L).

Para diabetes gestacional, a avaliação contínua de glicose não é aprovada aqui no Brasil, mas já foi aprovada para uso em outros países para avaliação pré-prandial.

Em resumo, os níveis de glicose podem ser verificados de formas alternativas à A1c, embora a A1c ainda continue sendo o exame de referência na avaliação do tratamento. A avaliação contínua da glicose vêm ganhando força como uma ferramenta auxiliar, para essa última muito se tem falado em objetivos de controle glicêmico com tempo no alvo glicêmico e redução da variabilidade glicêmica, já que a A1c oferece uma média, e não reflete os altos e baixos da glicemia. A interpretação e solicitação dos exames laboratoriais que avaliam a glicação (e consequentemente níveis glicêmicos), glicemia ou glicose devem considerar o tempo no qual o pacientes estará ou esteve submetido ao tratamento recomendado.

Para saber mais sobre a avaliação contínua da glicose pelo Sistema Flash, confira o post: Monitorização continua da glicose

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