Osteoporose: causas e diagnóstico

Osteoporose é uma doença em que o osso é frágil, pouco resistente, e por isso há maior risco de fraturas.

É um problema que pode acontecer em qualquer idade, mas é muito mais comum após os 50 anos de vida.

Dizemos que é uma doença negligenciada, pois há dados alarmantes:

  • 1/4 dos diagnósticos são feitos só após a 1ª fratura
  • Em apenas 1/3 das fraturas de quadril é feito o diagnóstico de osteoporose
  • 1/5 terá dos que fraturam terão tratamento para osteoporose

Causas de osteoporose

Quando a gente fala que a doença é “primária”, o problema está no próprio tecido ou órgão, já quando é “secundária”, o problema está em outro sistema, mas reflete no órgão que manifesta a doença.

Dessa forma, temos a osteoporose primária e secundária

Osteoporose primária

  • Juvenil – acomete crianças e pré-adolescentes
  • Idiopática – osteoporose do adulto jovem
  • Involutiva.
    • Pós-menopausa
    • Senil

Cada um desses tipos de osteoporose merece um capítulo à parte, principalmente a pós-menopausa e senil.

Mas o que eu queria mesmo destacar é que a osteoporose para ser classificada como primária necessita que sejam excluídas as causas secundárias, das quais eu vou falar agora.

Osteoporose secundária

É um problema fora do osso, mas interfere na sua formação ou metabolismo. Vamos lá, que a lista é grande!

Endocrinológicas  

Gastrointestinais        

  • Doença celíaca,
  • doença inflamatória intestina,
  • cirurgia bariátrica,
  • síndromes de má-absorção,
  • doença hepática colestática;

Nutricionais

Renais

  • Doença renal crônica,
  • hipercalciúria (perda excessiva de cálcio na urina)

Hematológicas

  • Mieloma múltiplo,
  • leucemia, linfoma,
  • hemofilia,
  • talassemias,
  • hemocromatose,
  • amiloidose,
  • mastocitose sistêmica,
  • gamopatida monoclonal de significado indeterminado

Tecido conjuntivo

  • Osteogênese imperfeita,
  • Síndrome de Marfan,
  • Sindrome de Ehlers-Danlos,
  • hipofosfatasia.

Outras doenças genéticas

  • Fibrose cística,
  • Doença de Goucher,
  • Doença de Pompe,
  • Distrofisa muscular de Duchenne,
  • Síndrome osteoporose-pseudoglioma;

Infecção pelo vírus HIV

Transplante de órgãos

Estilo de vida 

Reumatológicas

  • Artrite reumatoide,
  • lúpus eritematoso sistêmico,
  • espondilite anquilosante

Imobilização prolongada

Uso de medicações

Na história clínica, é fundamental a investigação de medicamentos que possam causar fragilidade óssea. Vamos a eles:

Glicocorticoides: qualquer corticoide com dose equivalente a 5mg ou mais de prednisona por pelo menos três meses;

Hormônios tireoidianos quando em doses altas;

Progesterona: na forma de injeções anticoncepcionais por tempo prolongado. Nesse caso, vai haver falta do estrógeno no corpo, que é importante para saúde óssea;

Inibidores da aromatase: anastrazol, letrozol, que inibem a formação do estrogênio

Antidiabéticos: pioglitazona

Inibidores da bomba de próton: os “prazois”, tais como omeprazol, pantoprazol, esomeprazol;

Agonistas do GnRH: buserelina, goserelina. Esses inibem a liberação do FSH e LH, causando bloqueio da produção dos hormônios sexuais

Anticonvulsivantes: ácido valproico, carbamazepina, fenitoína;

Anticoagulantes: heparina, varfarina

Quimioterápicos: metrotrexato, ciclofosfamida

Inibidores da lipase: orlistate

Inibidores da tirosinoquinase: imatinibe

Antidepressivos: inibidores seletivos da recaptura de serotonina, lítio

Antirretrovirais: tenofovir

Esse artigo segue posteriormente com o diagnóstico da osteoporose. Até lá, deixo vocês com algumas publicações relacionadas que foram recentemente publicadas nas redes sociais.

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