Vamos falar das vizinhas da tireoide, as glândulas paratireoides. Elas são quatro pequenas glândulas anatomicamente ligadas à glândula tireoide, mas sua função é bastante diferente. O hormônio produzido por essas glândulas é o hormônio paratireoideano, paratormônio ou PTH, que mantêm os níveis de cálcio, fósforo e vitamina D em equilíbrio no sangue. Se você tem dúvida de onde fica a tireoide, dá uma olhada no post relacionado “onde fica a tireoide”. As paratireoides ficam na região posterior da tireoide.
Efeitos do PTH no metabolismo do cálcio e fósforo
Se não houver ação do PTH, o cálcio tende a cair e o fósforo tende a aumentar. A ação direta do PTH se dá no osso, puxando o cálcio e fósforo do osso para o sangue, no rim, retendo o cálcio e estimulando a eliminação de fósforo na urina, efeito que chamamos “fosfatúrico” e estimulando a conversão da vitamina D para sua forma ativa.
Figura 1. Ações diretas e indiretas do PTH no metabolismo do cálcio e do fósforo
O PTH estimula a conversão da 25(OH) vitamina D em 1,25(OH)2vitamina D. Sabe a vitamina D que quase todo mundo toma? É o colecalciferol ou a vitamina 25(OH)D. Ela ainda não é a forma ativa da vitamina D.
A transformação colecalciferol para o calcitriol (1,25(OH)2Vitamina D) é estimulada pelo PTH e a enzima que faz essa conversão está no rim.
A vitamina D ativa estimula a absorção de cálcio e fósforo no intestino. A absorção do cálcio é mais difícil e precisa dessa forcinha do calcitriol. Já a absorção do fósforo é mais fácil, e depende muito menos da vitamina D.
Se não há PTH, há pouco calcitriol e, por isso, fazemos NECESSARIAMENTE a reposição de calcitriol durante o hipoparatireoidismo.
Figura 2. Metabolismo da vitamina D
Apesar do aumento da reabsorção de fósforo no osso, o efeito final é a redução do fósforo no sangue.
O que regula o PTH?
De forma semelhante à insulina, que é modulada pelos níveis de glicose, o PTH é principalmente modulado ou regulado pelos níveis de cálcio e fósforo no sangue e, em menor grau, pelos níveis de vitamina D. É diferente também do hormônio da tireoide, que é estimulado por ação de outro hormônio, o TSH.
Alterações que levam ao aumento do PTH
A queda do cálcio é um estímulo para liberação de PTH, que faz aumentar a reabsorção de cálcio no osso, reduzir a eliminação de cálcio na urina e aumentar a conversão para vitamina D ativa (calcitriol), que por sua vez faz aumentar a absorção de cálcio pelo intestino (ação indireta do PTH).
Figura 3. Efeitos da liberação do PTH na hipocalcemia
A queda da vitamina D também é um estímulo para aumento dos níveis de PTH. Vamos ver esse fenômeno de forma mais detalhada quando estivermos falando do hiperparatireoidismo secundário.
Figura 4. Efeito da deficiência de vitamina D sobre o PTH.
A elevação do fósforo (representado pela letra P) é também um estímulo para a liberação de PTH. Quando por qualquer motivo, o fósforo aumenta no sangue, o PTH é mais liberado com objetivo de exercer o seu efeito fosfatúrico (eliminar fósforo na urina) e equilibrar os níveis de fósforo.
Esse fenômeno é importante quando há um problema renal que dificulta a eliminação do fósforo. O aumento do PTH decorrente da disfunção renal é o hiperparatireoidismo terciário.
Figura 5. Estímulo do aumento do fósforo na liberação de PTH
Fatores que reduzem o PTH
O que reduz o PTH é basicamente a elevação de cálcio no sangue. Há a redução dos níveis de PTH, mas sempre podemos dosar esse hormônio no sangue.
Figura 6. Redução do PTH na hipercalcemia
Esse é o modelo de curva de secreção do PTH: se o cálcio está alto, temos redução do PTH e se o cálcio reduz, temos aumento do PTH.
Figura 7. Ponto de equilíbrio entre a liberação do cálcio e do PTH.
Quais os problemas das glândulas paratireoides?
Vamos ver que as disfunções das paratireoides podem ser por problemas no receptor do cálcio nas células da paratireoide, por remoção ou aumento das próprias células paratireoideanas ou afetada por problemas no rim ou na vitamina D. As disfunções mais comuns da paratireoide são o hipoparatireoidismo e o hiperparatireoidismo. Esse último se subdivide em primário, secundário e terciário.
Algumas doenças decorrentes dos problemas na ação do PTH também estão contidas na categoria de metabolismo ósseo nesse blog. Não deixe de conferir!
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Complementando a publicação anterior, mais um pouco sobre necessidades vitamina K2 e cálcio e suas fontes alimentares.
Necessidades diárias de vitamina K2
Além suplementação de vitamina D e cálcio, muito se tem falado da vitamina K no tratamento da osteopenia/osteoporose com a vitamina K2.
A vitamina K está contida em fontes alimentares vegetais, animais e ainda produzido por bactérias intestinais. É uma vitamina lipossolúvel, sendo dessa forma necessária a presença de gorduras, além de bile e suco pancreático para ser absorvida pelo intestino. Existe em três principais formas:
Vitamina K1 (filoquinona) – é a forma contida nos vegetais, principalmente folhas verdes
Vitamina K2 (menaquinonas) – encontrada nos alimentos fermentados, animais e também sintetizada por bactérias intestinas. Inclui vários subtipos dependendo do tamanho da molécula
Vitamina K3 (menadiona) – é um composto sintético que pode ser convertido em K2 no trato intestinal
De 14 a 18 anos: 75mcg ao dia (também gestantes e lactantes)
Acima de 19 anos
Mulheres – 90mcg/dia (inclui gestantes e lactantes)
Homens – 120mcg/dia
Fontes de vitamina K na dieta
O alimento mais rico em vitamina K2 é um prato japonês chamado Natto, feito com soja fermentada. Cada 100g de Natto contêm 1298mcg de vitamina K2. Alimentos de origem animal, como fígado, ovos, laticínios e queijos fermentados também são fontes ricas dessa vitamina.
Alimento
Quantidade de vitamina K1
Salsa
548 mcg
Espinafre
380 mcg
Repolho
339 mcg
Agrião
315 mcg
Brócolis
179 mcg
Óleo de soja
173 mcg
Óleo de oliva
80 mcg
Faixa de concentração de vitamina K1 (filoquinona) por 100g de alimento
Figura 1 . Natto
Necessidades diárias de cálcio
Adultos têm cerca de 1000g de cálcio no corpo, dos quais 99% estão nos ossos. A necessidade média é de 1000 a 1300mg/dia de cálcio elementar para adultos. Uma dieta livre de derivados de leite contém cerca de 250 mg de cálcio. Para verificar a sua ingesta de cálcio na dieta, você pode utilizar a calculadoras disponíveis na internet (https://www.iofbonehealth.org/calcium-calculator).
Idade
Quantidade de cálcio elementar
0-6 meses
200mg
6-12 meses
260 mg
1-3 anos
700 mg
4-8 anos
1.000 mg
9-18 anos
1.300 mg
18-50 anos
1.000 mg
51-70 anos
F = 1.200 mg; M = 1.000 mg
> 70 anos
1200 mg
Tabela 2. Recomendações para ingesta diária de cálcio, segundo o Institute of Medicine
Fontes de cálcio na dieta
Os laticínios são as fontes mais ricas de cálcio na dieta. Além dos derivados de leite, folhas verdes escuras, nozes e sardinha em lata são alimentos ricos nesse mineral.
Alimento
Porção
Quantidade de cálcio
Leite de vaca
200ml
240mg
Leite de cabra
200ml
380 mg
Iogurte natural
150 g
207 mg
Queijo muçarela
60 g
207 mg
Queijo firme (minas, prato, parmesão
30g
180 mg
Tabela 3. Alimentos ricos em cálcio e suas respectivas quantidades
Figura 2. Alimentos ricos em cálcio
Suplementação de cálcio
Para quem tem preocupação com aumento do colesterol, leite desnatado e queijo branco podem ser boas opções para garantir fontes alimentares de cálcio. Para quem, por opção ou necessidade, precisam excluir ou restringir da dieta esses compostos, as fontes vegetais também são opções possíveis.
Se mesmo assim, não for possível atingir a quantidade mínima necessária de cálcio na dieta, suplementos de cálcio podem ser utilizados. Nos suplementos, o cálcio elementar vem na forma de complexos com outros minerais. Dessa forma temos:
Composto
% de cálcio elementar
Carbonato de cálcio
40,0%
Citrato de cálcio
24,1%
Fosfato tribásico de cálcio
38,8%
Partindo dessa informação, 1500mg de carbonato de cálcio tem 600mg de cálcio elementar.
Essa informação no rótulo nem sempre está clara e pode ser que a quantidade do composto seja confundida com a quantidade de cálcio elementar.
A melhor forma de suplementar cálcio é na dieta. Há evidências científicas que a suplementação de cálcio através de comprimidos seja danosa aos vasos e coração. Com o cálcio alimentar não há esse problema. Saiba mais no texto sobre o paradoxo da calcificação.
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O hipoparatireoidismo é uma condição na qual há deficiências do hormônio paratireoideano, paratormônio ou PTH, que é produzido pelas glândulas paratireoides.
As paratireoides são quatro glândulas do tamanho de uma ervilha, localizados junto à tiroide. A causa mais comum dessa doença é de longe a cirurgia de retirada da tireoide (tireoidectomia).
Esse post traz um pouco do metabolismo do cálcio, causas, tratamento e complicações do hipoparatireoidismo.
Ação do PTH no metabolismo do cálcio e fósforo
Quando os níveis de cálcio caem, o PTH tenta elevar o cálcio para níveis normais pela sua mobilização a partir do osso, rim e intestinos para dentro da corrente sanguínea.
O cálcio é um mineral estocado nos ossos onde faz parte da sua estrutura e mantem a resistência do osso. É também encontrado em qualquer parte do corpo. Ajuda a contração muscular, e a manutenção do funcionamento normal dos nervos e do cérebro, além de regular o ritmo cardíaco e pressão sanguínea.
O fósforo é um mineral encontrado em todas as células, mas estocado principalmente nos ossos. Ajuda o corpo a usar alimento como energia. Também ajuda no funcionamento adequado dos rins, músculos, coração e nervos.
A vitamina D também participa do metabolismo do cálcio e também regula a produção de PTH. Quando a vitamina D está baixa, há menos absorção de cálcio e consequentemente queda dos níveis de cálcio no sangue, com isso, há maior liberação de PTH. Isso que aconteceria numa pessoa sem hipoparatireoidismo.
O modelo de regulação hormonal do cálcio é um exemplo do modelo de glândula independente, ou seja, está na dependência dos níveis séricos de cálcio e fósforo.
Cálcio baixo e fósforo alto no hipoparatireoidismo
O PTH estimula a conversão da 25(OH)D na sua forma ativa – a 1,25(OH)D, também conhecido por calcitriol. Na deficiência de PTH há menor formação de calcitriol e, com isso, menor absorção de cálcio no intestino e menor reabsorção de cálcio pelo rim. O resultado é a queda de cálcio no sangue.
O paratormônio é também considerado um hormônio fosfatúrico. Isso significa que o PTH estimula a eliminação de fósforo pela urina. Embora o PTH estimule a retirada do fósforo no osso, o efeito final dele é redução dos níveis de fósforo.
Apesar da falta do PTH levar também a uma menor absorção intestinal de fósforo, o efeito final da deficiência de PTH é a maior retenção do fósforo. Sendo assim, no hipoparatireoidismo temos aumento do fósforo no sangue.
Causas do hipoparatireoidismo
O hipoparatireoidismo é uma condição rara, com prevalência estimada de 0,25 por 1.000 indivíduos. Estima-se que cerca de 75% de todos os casos de hipoparatieroidismo sejam pós-cirúrgicos.
O hipoparatireoidismo no Brasil é principalmente causado pela destruição das glândulas durante cirurgias de retirada de toda tireoide, cirurgias de garganta ou pescoço.
O hipoparatireoidismo transitório após a cirurgia é comum, e há recuperação da função das glândulas em 6 meses. Após esse período, o hipoparatireoidismo é considerado definitivo. A prevalência de hipoparatireoidismo transitório varia de 3% a 52%, enquanto do hipoparatireoidismo definitivo, varia de 0,4% a 13%. Esses dados são possivelmente subestimados.
O hipoparatireoidismo também pode ser hereditário. Outras causas incluem:
• Doença autoimune (quando o sistema de defesa do organismo ataca as próprias células; • Radiação na cabeça ou pescoço; • Baixos níveis de magnésio no sangue.
Sem quantidade suficiente de PTH, os níveis de cálcio no sangue podem cair e os níveis de fósforo podem aumentar, resultando nos quadros agudos e nas complicações a longo prazo.
Sintomas do hipoparatireoidismo
Os sintomas estão relacionados à queda dos níveis de cálcio no sangue, os mais comuns são dormência e formigamentos em face e extremidades, fraqueza muscular, cãibras. Em casos mais graves de hipocalcemia, convulsões, espasmo da laringe. Catarata e calcificações cerebrais também fazem parte do quadro clínico.
No exame físico, a presença do sinais de Trousseau e Chvostek sugerem hipocalcemia. A hipocalcemia crônica pode ser assintomática e descoberta muito tempo depois do início da deficiência de PTH, chegando o diagnóstico ser feito após meses a anos.
Diagnóstico do hipoparatireoidismo
O hipoparatireoidismo deve ser suspeitado na presença de sintomas sugestivos e história de cirurgia ou irradiação cervical prévia.
O diagnóstico é feito pelos exames de sangue, pelo achado de níveis inapropriadamente baixos de PTH, associados a baixos níveis de cálcio no sangue. O termo inapropriado quer dizer que esperávamos um PTH alto para um determinado nível de cálcio baixo. É possível que se tenha níveis de PTH dentro da referência do método laboratorial.
No gráfico abaixo, se tivermos um cálcio iônico de 1,0nM, seria esperado a secreção máxima de PTH, o que não ocorre no hipoparatireoidismo.
Figura 2. Ponto de ajuste da secreção de pth conforme o nível de cálcio no sangue
Outros exames comumente solicitados são: albumina (para cálculos de correção do cálcio), fósforo, magnésio, vitamina D e dosagem de cálcio em urina de 24h.
Tratamento do hipoparatireoidismo
O tratamento da hipocalcemia com manifestações agudas (crise hipocalcêmica) é feito com formulações de cálcio na veia no pronto socorro.
O tratamento do hipoparatireoidismo no consultório é realizado através da suplementação de cálcio e vitamina D ativa (calcitriol), tanto para hipoparatireoidismo transitório como permanente. Na grande maioria dos casos, essa terapêutica é eficaz.
O objetivo do tratamento é manter o cálcio sérico próximo ao limite inferior do normal e reduzir o fósforo para o limite superior da normalidade.
O uso de medicações que se ligam ao fósforo e não deixam ele ser absorvido (quelantes) podem ser necessários. Dieta pobre em fósforo também pode ser considerada para reduzir os níveis de fósforo no sangue.
Infelizmente, a vitamina D não substitui plenamente a função do PTH. O PTH estimula a reabsorção de cálcio no rim, reduzido o cálcio na urina (hipercalciúria) e aumentando no sangue. Já a vitamina D não tem essa ação e a quantidade de cálcio aumenta na urina, podendo causar calcificação no rim, cálculo renal e insuficiência renal como complicações tardias.
Para corrigir a hipercalciúria durante o tratamento do hipoparatireoidismo, uso de diuréticos tiazídicos podem ser utilizados (hidroclorotiazida 25 a 50mg). A hipercalciúria é definida como cálcio em urina de 24h > 300mg ou 4mg/kg/dia.
Os níveis de magnésio podem reduzir na hipocalcemia e a reposição de magnésio pode ser necessária para ajudar na correção do cálcio.
Nos casos mais graves de hipoparatireoidismo definitivo, em que o tratamento com cálcio e vitamina D não são suficientes, a administração injetável por via subcutânea de uma nova forma de PTH recombinante (PHT-RT) foi eficaz em normalizar os níveis de cálcio. Essa nova formulação foi aprovada nos Estados Unidos pela agência reguladora (FDA). Ela é idêntica ao PTH produzido no organismo, com 84 aminoácidos na sua estrutura, mas no ano passado houveum recall do mercado dessa medicação pelos seu fabricante.
Paratireoides e estrutura molecular do PTH com seus 84 aminoácidos
A teriparatida é um medicamento que contêm apenas os primeiros 34 aminoácidos: PTHrh (1-34). Seria natural pensar nessa medicação para o tratamento do hipoparatireoidismo, mas ela foi testada e liberada para uso apenas nos casos graves de osteoporose.
Complicações crônicas
As complicações crônicas podem ser decorrentes da progressão da doença ou do tratamento do tratamento.
Elas acontecem por desbalanço do cálcio e fósforo. A combinação do cálcio e fósforo podem causar calcificações extraesqueléticas em diversos órgãos.
As manifestações podem ser
Renais: cálculo renal, calcificação do tecido renal (nefrocalcinose) e insuficiência renal;
Cardiovasculares: como infarto, derrame e arritmias;
Oculares: (catarata);
neuropsiquiátricas: calcificações cerebrais, convulsões e sintomas como fadiga, dificuldade de concentração, depressão; musculoesqueléticas:
Musculoesqueléticas: fraturas vertebrais pela pouca remodelação óssea, embora os pacientes tenham aumento da densidade mineral óssea na densitometria.
Considerações finais
O hipoparatireoidismo é uma doença principalmente resultante de cirurgias de retirada da tireoide. O tratamento básico trata os efeitos da deficiência hormonal, e ainda a reposição do hormônio recombinante tem seus riscos e carece de mais tempo para demostrar sua eficácia. Apesar de haver poucas estatísticas sobre a prevalência dessa doença, há possivelmente um aumento do número de casos devido disseminação substancial do rastreamento de câncer de tireoide, e consequentemente, de cirurgias de tireoidectomia.
O rastreamento de câncer de tireoide é bem discutível, justamente pelo risco de complicações pós cirúrgicas. Esse questionamento sobre a validade de rastreamento precoce é objeto de um post nesse blog. O sobrediagnóstico (overdiagnosis) e sobretratamento (overtreatment) não são inofensivos, e o hipoparatireoidismo é um bom exemplo desses dois fenômenos tão atuais.
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Endocrinologista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Doutora em Ciências pela USP, Professora do curso de Medicina da uninove campus Mauá
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